Asteróides
Maiores
asteróides

Há no Sistema Solar cerca de 1,2 milhão de asteróides com mais
de 1 km de diâmetro, 98% dos quais no cinturão principal, que se estende entre
as órbitas de Marte e Júpiter.
Os asteróides começaram a ser utilizados
como laboratórios científicos ou para obtenção de metais e minérios desde o
início do século 21 e serviram como matéria-prima para a construção de grande
parte das estações orbitais. Ao longo dos séculos, muitos deles foram ocupados
de forma permanente, geralmente por pequenos grupos de emigrantes da Lua.
Atualmente há cerca de 3,3 milhões de inteligências habitando 185 asteróides.
Destes, 2,1 milhões, ou mais de 60%, vivem nos doze maiores e 900 mil vivem em
Ceres, a capital, com 900 mil habitantes. Dessa população, dois terços são Novihomo vacui
(espacianos) e o restante, inteligências artificiais.
Politicamente, os asteróides formam uma federação muito
frouxa. Não há complementaridade econômica significativa entre eles e a única
razão para haver uma associação entre os habitantes de diferentes asteróides é
o fato de compartilharem ambientes e dificuldades semelhantes. As distâncias típicas
entre dois asteróides habitados variam de dezenas de milhões de quilômetros a cerca de
um bilhão de quilômetros. Não é muito mais rápido viajar entre dois asteróides
do que ir de um deles a algum dos grandes planetas. O
isolamento dessas comunidades levou algumas delas a desenvolver culturas
bastante excêntricas.
Fisicamente, os asteróides se dividem em quatro grupos: asteróides próximos à Terra, troianos
marcianos, cinturão principal e troianos
jovianos.
Os Asteróides
Próximos à Terra incluem
2.100 corpos com mais de 1 km de diâmetro, 25 milhões com mais de 25 metros de
diâmetro e três bilhões de meteoróides com mais de um metro. Consistem,
principalmente, de asteróides provenientes do cinturão principal que foram
ejetados pelas perturbações gravitacionais de Júpiter, mas alguns são núcleos
de cometas extintos de curto período. Nenhum deles é habitado.
Em média, a cada ano cai sobre a Terra mais de dez
meteoróides com mais de dois metros de diâmetro e dez toneladas, capazes de
produzir uma detonação igual ou superior a meio quiloton
e um com 9 a 25 metros de diâmetro e mil a dez mil toneladas, capaz de produzir
uma detonação de 50 quilotons a um megaton. Na Terra, Marte ou Vênus, corpos com menos de 25
metros geralmente se desintegram estrondosamente na atmosfera e não representam maior risco para os habitantes. Porém, mesmo um
meteoróide de uma tonelada (da ordem de um metro) pode representar perigo para
estações orbitais desprotegidas ou para quem estiver na superfície de mundos
habitados sem atmosfera, como a Lua.
A cada cinqüenta anos cairia sobre a Terra um asteróide de
mais de 25 metros de diâmetro e vinte mil toneladas, suficientemente grande
para não ser detido pela atmosfera da terra, chegar ao solo ou ao mar e
provocar uma explosão da ordem de um megaton,
suficiente para criar uma cratera de 800 metros de diâmetro e derrubar
edifícios num raio de 15 km, ou para criar maremotos capazes de inundar áreas
litorâneas. A cada mil anos, cairia um de mais de 250 metros e vinte milhões de
toneladas, capaz de destruir toda uma região com uma explosão de 100 megatons. A cada 100 mil anos, cairia um asteróide de mais
de um quilômetro e dois bilhões de toneladas, capaz de causar, com um impacto
da ordem de 100 gigatons, maremotos com mais de 300
metros de altura e uma catástrofe climática global.
Nesta época, todos os corpos com mais de um metro de
diâmetro são monitorados para evitar choques com estações orbitais ou planetas
habitados e desviados, quando necessário, pela Guarda Interplanetária. Corpos menores,
mas ainda capazes de causar algum dano, são desintegrados pela atmosfera dos
planetas habitados ou vaporizados por canhões turbolaser
instalados em satélites e estações orbitais. Estão subdivididos em três grupos:
·
Os
atens (não confundir com Atenas), com órbitas cujo
raio médio inferior a 1 UA (149.600.000 km). Inclui
100 asteróides com 1 km a 3 km de diâmetro médio, que têm nomes de deuses e
faraós egípcios (Aten, Ra-Shalom,
Hathor, Khufu, Amun, Cruithne, Sekhmet etc.). O maior tem 3,5 km de diâmetro máximo.
·
Os
apolos, cujas órbitas têm raio médio igual ou
superior a 1 UA, mas chegam no periélio a menos de
1,017 UA do Sol (152,1 milhões de km), isto é, chegam a ficar mais perto do Sol
que a Terra. Há 900 corpos com 1 km ou mais de diâmetro máximo, dos quais o
maior é Sísifo, com 8,2 km de diâmetro máximo. Outros
apolos notáveis são Cruithne
(5 km), Hefestos (5 km), Héracles
(5 km), Cuno (4 km), Fáeton
(4 km), Toro (3,3 km), Dédalo (3 km), Geógrafo (2,56 km), Tutatis
(2,45 km), Apolo (1,5 km) e Ícaro (1,27 km). Cruithne, que tem uma órbita que o faz oscilar a uma
distância entre 15 milhões e 300 milhões de km da Terra, comporta-se até certo
ponto como uma “segunda lua” natural, que orbita a Terra a cada 770 anos.
·
Os
amores, cujas órbitas têm raio médio superior a 1 UA,
mas chegam no periélio a distâncias entre 1,017 UA e 1,3 UA do Sol (152,1
milhões de km a 194,5 milhões de km). Há 1.100 com 1 km ou mais de diâmetro
médio, dos quais os maiores são Ganymed, com 38,5 km
de diâmetro, Eros, com 33 km de diâmetro máximo e 13 km de diâmetro mínimo e
Don Quixote, com 20 km. Outros amores notáveis são Ivar
(8,1 km), Eric (8 km), Tezcatlipoca (5 km) e Amor (1
km).
Os Troianos Marcianos são dois pequenos grupos de asteróides que giram em torno do Sol à mesma distância que Marte, nos pontos lagrangianos L4 e L5 de sua órbita. O grupo no ponto L4 tem apenas um asteróide com 1 km de diâmetro. O grupo no ponto L5 tem dois asteróides com um quilômetro ou mais de diâmetro, dos quais o maior, Eureka, tem um diâmetro de 3 km. Nenhum deles é habitado.
O Cinturão
Principal de Asteróides é formado por milhões de corpos que têm órbitas
em torno do Sol com raios de 2 UA a 4 UA. Vinte e seis
asteróides têm diâmetros superiores a 240 km, outros 206 têm diâmetros de 100
km a 239 km e cerca de 1,2 milhão têm diâmetro superior a um quilômetro. A
distância média entre estes é da ordem de quatro milhões de quilômetros – mais de dez vezes maior do que a
que existe entre a Terra e a Lua. Sua massa total – 25% da qual está
concentrada no maior deles, Ceres – é comparável à de Titânia (o maior satélite
de Urano) ou a 1/20 da Lua.
Dividem-se em três zonas: interna (raio da
órbita de 2,065 a 2,501 UA, incluindo 5 grupos orbitais), intermediária (2,501
a 2,825 UA, 17 grupos) e externa (2,825 a 3,278 UA, 8 grupos). Os grupos
orbitais, que agrupam 90% dos asteróides, são o resultado da desintegração
parcial ou total de asteróides maiores, cujos pedaços permanecem em órbitas
muito semelhantes. O grupo mais próximo do Sol se chama Flora, o mais distante,
Brasília.
Segundo a composição, dividem-se em quatro categorias:
·
Os
mais comuns, cerca de 75% do total, são os carbonáceos,
formados por uma mistura de rocha, argila, gelo e hidrocarbonetos congelados e
de cor muito escura. Os maiores são Ceres (933 km de diâmetro, Classificação: C16O10A2o), Palas (522 km, Classificação: C17O10A2o),
Higéia (430 km, Classificação: C18O10A4o), Interâmnia
(327 km, Classificação: C18O10B2o), Davida (322 km, Classificação: C18O10B1o), Europa (295 km, Classificação: C19O10B3o), Sílvia
(277 km, Classificação: C19O10B1o) e Cibele (269 km, Classificação: C19O10B2o).
·
Outros
17% são do tipo rochoso, formados de silicatos de ferro e
magnésio misturados com ferro-níquel. O maior deles é Juno (241 km, Classificação: S19O10B2o).
·
Outros
5% são metálicos, de puro ferro-níquel. O maior deles
é Psique (249 km, Classificação: M19O10B1o).
·
Os
restantes 3% são na maioria basálticos, com uma
composição semelhante à da lava vulcânica da Terra ou da Lua. O único destes
que é de tamanho considerável é Vesta (530 km, Classificação: V17O9B1o).
Os Troianos
Jovianos são dois grupos de asteróides que giram
em torno do Sol à mesma distância que Júpiter, nos pontos L4
e L5 de sua órbita. As distâncias médias entre
aqueles que têm diâmetro igual ou superior a um quilômetro são superiores a um
milhão de quilômetros. Quatro deles são habitados: Heitor (25 mil habitantes),
Agamêmnon (10 mil), Odisseu (5 mil) e Mentor (5 mil),
num total de 45 mil habitantes. Suas órbitas freqüentemente se aproximam (e
podem eventualmente cruzar) o volume ocupado pelas federações Aquéia e Troiana
de estações
orbitais, mas política e culturalmente a população desses asteróides está
associada aos habitantes do Cinturão Principal e não à das estações.
·
O
grupo no ponto L4 é composto por cerca de treze mil
asteróides com mais de um quilômetro de diâmetro, cuja massa total é 1.600
vezes menor que a da Lua. Na maioria, tiraram seus nomes de heróis gregos da
guerra de Tróia, como Agamêmnon (135 km), Odisseu (130 km), Diomedes (110 km), Teucro (105 km), Antíloco (95 km), Macáon
(95 km) e Aquiles (95 km). As exceções são o maior deles, Heitor (160 km de
diâmetro) e Euforbo (95 km), que receberam nomes de
heróis troianos.
· O segundo grupo, no ponto L5, é composto por oito mil asteróides com um quilômetro ou mais de diâmetro, cuja massa total 2.500 é vezes menor que a da Lua. A maioria dos mais importantes recebeu nomes de heróis troianos, como Páris (110 km), Enéias (110 km), Deífobo (95 km) e Alcátoo (95 km) – as exceções são Mentor (120 km) e Pátroclo (115 km), que têm nomes de heróis gregos.